Alguém já ouviu Pelé dizer que jogou melhor que os outros? Tom Jobim dizer que tocava melhor? E Paulo Autran, dizer que no palco era o melhor do Brasil?
Pois bem...
Ontem (15/12), foi a vez de outro gênio nos brindar com uma frase lapidar, em plena festividade pelo seu 102° aniversário, Oscar Niemeyer veio, com uma lucidez impressionante, mostrar porque é o maior arquiteto (vivo) do mundo, e um dos maiores de todos os tempos.
Perguntado sobre sua importância para a arquitetura Brasileira, respondeu:
- "Não tive contribuição nenhuma. Apenas procurei ser útil. Não sou melhor do que ninguém. Nada de fantasia"
A montagem de um time corinthiano experiente para a Libertadores 2010, terá pela frente um grande tabu.
Por "experiente", leia-se "acima dos 30 anos".
O tabu: Tirante a Seleção Brasileira de 62, nunca uma equipe de futebol Brasileira (clube ou seleção) venceu um campeonato internacional com metade dos jogadores titulares acima dos 30 anos.
Evidente que os tempos mudaram, e a casa dos 30 já deixou de ser barreira para os jogadores.
Com o preparo os avanços na fisiologia e na preparação física dos atletas, 30 anos deixou de significar aposentadoria para os boleiros.
Petkovic que o diga.
Ronaldo então nem se fala...
Numa Libertadores ausente de nossos últimos carrascos na competição (Palmeiras e River Plate), ausente dos tradicionais copeiros Grêmio e Boca Jrs., e ainda, com fregueses habituais do timão (São Paulo e Internacional), há que se tomar cuidado com esse tabu.
Um dos compromissos da campanha do Itamar em 2004, foi a criação de salas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) na cidade de Ipuã e no Bairro da Capelinha.
E coube a mim, a responsabilidade de instituir um programa e alfabetização de adultos que fosse realmente funcional.
Inicialmente, tentei fazer contato comMEC e trazer para a cidade o programa “Brasil Alfabetizado”.
Decepção!
Era extremamente burocrático e a verba destinada era irrisória, se comparada aos nossos anseios por uma Educação de qualidade.
Após explicar ao Prefeito tais dificuldades, ele resolver fazer “na raça”, com recursos e gestão próprios.
Mas como não cair no mesmo erro que nossos antecessores e suas experiências mal sucedidas?
Um dos problemas que identificamos foi a duração do tempo das aulas.
Alunos do EJA, em sua grande maioria, trabalham durante o dia, e ficar acordado e atento à noite durante 4 horas (das 19:00 às 23:00) é humanamente impossível. E essa era uma das causas da grande evasão de alunos.
Outro fator de evasão identificado foi a localização geográfica das salas.
Sabe-se lá por qual motivo, a única sala de EJA que funcionou durante a administração anterior à nossa, funcionava na Escola Profissionalizante.
Fazendo portanto com que alunos de bairros distantes, não se animassem em enfrentar transporte escolar (nos bairros que eram contemplados), pior ainda para os que iam a pé para estudar. Isso fazia com que o cansaço vencesse a força de vontade.
E um terceiro motivo levantado como causa de evasão, e que resolvemos, dizia respeito as aulas.
Geralmente aulas de EJA são baseadas na alfabetização de crianças, o que difere em muito da alfabetização de adultos.
Além disso, era tudo misturado na mesma sala de aula, alunos com razoável leitura e escrita, com alunos completamente iletrados.
Procuramos separar as turmas: Sala de alfabetização (1ª e 2ª séries) e salas de aceleramento para aqueles com razoável compreensão (3ª e 4ª séries)
Tratar os adultos como adultos, parece ser óbvio, mas muitas vezes se incorre no erro de achar que porque não sabem ler, não são inteligentes e maduros.
Para isso, selecionamos a dedo as pessoas para ministrarem estas aulas, pessoas que partiam do princípio de que ensinar a ler é antes de tudo, dar cidadania a estas pessoas.
Pessoas que tinham uma mesma história de vida: tiveram de parar de estudar muito cedo para trabalhar e ajudar no sustento da família e que por força do destino, resolveram recuperar o tempo perdido na fase adulta (alguns até na 3ª idade), e tiveram, no nosso governo, respaldo do poder público para ajudá-los nessa empreitada.
Dessa forma abrimos no 1º ano de governo nada menos que 6 salas: 2 na escola Profissionalizante (para os alunos do alto da cidade e centro), 1 na Escola Monir Neder (para alunos das Cohabs I e II) e 3 salas de aula na Capelinha (o que revela o tamanho da necessidade daquele bairro, sempre esquecido).
Todos com apoio escolar total: uniforme, mochila (nos anos seguintes), merenda, material didático,...
Minha alegria aumentou com o passar dos anos, quando vi que o número de alunos diminuía, apesar dos nossos investimentos: sinal que cada vez mais, tínhamos menos pessoas com pouca ou nenhuma alfabetização na cidade.
Mas minha maior satisfação, foi o testemunho de um senhor que disse que durante anos a fio ele ia ao Banco receber sua aposentadoria e o caixa do banco sempre lhe dava a “carimbeira” para ele “assinar”nome com o polegar, com sua digital.
Até quem um dia, ele se vestiu melhor que de costume, foi ao banco repetir sua rotina mensal e ao receber do caixa a carimbeira, ele disse com orgulho:
- Hoje não! De hoje em diante, eu vou assinar meu nome.
Foi com imensa alegria que o caixa lhe deu uma caneta e os demais da fila um sorriso. Alguns até aplaudiram.
Me emociono muito toda vez que conto essa história, pois ela reflete o quanto a dignidade de uma pessoa é tolhida, quando se priva o cidadão do direito básico de decodificar um código escrito, coisa tão natural para vocês que me leem agora como respirar, mas que para 10% da população deste país, ainda é um enigma e motivo de exclusão.
Mais que qualquer obra que o Prefeito Itamar tenha feito na Educação (e felizmente foram várias e pude participar de muitas delas), seu maior legado para mim, sempre será a adoção de um EJA eficiente e que pagou parte de uma dívida social que há décadas a classe política tinha com a população ipuanense.
Sou extremamente grato por ter feito parte desse projeto e mais ainda, por ter sido (sem falsa modéstia) seu idealizador e realizador.
Mas não bastava apenas alfabetizar adultos, era preciso “fechar a torneira do analfabetismo”, e impedir que crianças fossem promovidas às séries seguintes sem a devida alfabetização.
Há quem verá como promoção pessoal, uma vez que editei e ajudei na produção do vídeo.
Verdade é que o Colégio Bom Samaritano prestou um relevante serviço à comunidade Educacional ipuanense, homenageando um de seus mais ilustres representantes na formatura da 8ª e do 3º sábado último (05): Prof. "Seu" Luís.
Professor que adotou Ipuã como sua casa e é hoje uma bússola àqueles que buscam realização na profissão.
Não tenho autorização dos envolvidos no vídeo para publicá-lo, mas não acredito que se importem!
O Flamengo, Hexa Campeão Brasileiro, apresentou ao país duas agradáveis surpresas esta semana:
1. Seu técnico, Andrade, ídolo no time nos anos 80 e até hoje um dos melhores jogadores da sua posição a vestir o manto rubro negro, sagrou-se o 1° Técnico Negro campeão Brasileiro.
Há que se ressaltar o feito, uma vez que o Brasil é a maior nação negra fora da África; e ainda, estranhar que em quase 40 anos de Campeonato Brasileiro de Futebol, um esporte onde a quantidade e a qualidade dos afrodescendentes são notórias, nunca antes um técnico negro havia levantado a taça.
2. Pela primeira vez na história do Flamengo, uma mulher é eleita Presidente.
Caberá a Patrícia Amorim, Vereadora no Rio e ex nadadora do Clube, a dura missão de comandar os desígnos do clube de 2ª maior torcida no país.
Que o exemplo de Andrade se espalhe pelo país.
Que o Exemplo de Patrícia, se for para se espalhar, que não seja em favor da Dilma.
Jogou bonito, cresceu na hora certa e só precisou de duas rodadas na liderança, enquanto outros clubes se vangloriam de terem ficado semanas a fio à frente dos demais.
De que vale isso se não serve para ser campeão?
Assim é o campeonato de ponto corrido.
Merecimento à parte, há que se ressaltar alguns “pipocões” do Brasileirão:
O Palmeiras talvez seja o maior deles.
Vinha jogando bem, liderando com folga, porém perdeu a chance de ser campeão, perdendo quando não podia.
Jogos contra os 4 últimos colocados e só obteve 1 ponto.
Perdeu até a vaga na Libertadores, como previu este blogueiro dias atrás (o que é ruim, pois tínhamos contas a acertar!).
O Internacional foi outro que pipocou, teve tudo nas mãos, mas após perder para o São Paulo deu adeus ao título.
Uma pena, há tempo o colorado gaúcho merece um título nacional.
Após 3 anos vitoriosos, o São Paulo, conheceu o dissabor de ser derrotado.
E de maneira vexatória.
Cresceu na hora certa, perdeu na hora errada, expondo todas as fragilidades administrativas e profissionais que a imprensa amiga esconde.
Felizmente se classificou para a Libertadores, afinal, são nossos fregueses habituais, sobretudo em mata matas.
O Cruzeiro talvez tivesse melhor sorte, não fosse o início difícil por conta da disputa do título da Libertadores. Pré Libertadores é para uns um consolo, para outros uma decepção.
Avaí surpreendeu, enquanto muitos achavam que lutaria pra não cair, lutou pelo G4.
Assim como o Atlético MG, que esteve entre o G4 por várias rodadas, líder em alguns momentos, candidato ao título, artilheiro em boa fase,... cavalo paraguaio!
Melhor ao menos que o Grêmio, que se tivesse feito fora de casa, uma campanha, por exemplo, como a do Barueri, hoje estaria com seu time principal fazendo a festa no Maraca.
O Goiás, fundado por um Ipuanense, passou de candidato ao título ou G4, à carrasco do São Paulo. Foi o responsável pela derrota do time tricolor que culminou no adeus ao título.
Corinthians fez campanha pífia nesse Brasileirão. De ressaca pelo primeiro semestre onde foi simplesmente o melhor clube do país, sofreu com carências em certas posições, resultante da venda de jogadores e pelo mau desempenho de outros.
Aposta num 2010 centenário. Arriscado...
O Santos em um ano tumultuado, ficou com a sulamericana. Humilhado na final do Paulista, resta o consolo de ter se livrado de Marcelo Teixeira da sua presidência.
Tem motivos para comemorar.
Barueri não caiu. Dê-se por satisfeito e de quebra, ganhou vaga na sulamericana.
Na Zona do Limbo, aquela em que nada acontece, representada por times que escaparam do rebaixamento e não pegam sulamericana, Vitória BA e Atlético PR passaram sufoco, assim como o Botafogo, que escapou da degola na bacia das almas.
E o Fluminense, que comemora esta Zona do Limbo como título, pois arrancou da lanterna para o 15° lugar quando todos, achavam, inclusive o blogueiro, que o tricolor carioca voltaria ao lugar onde já esteve no passado. Termina como o último a escapar.
Pior para o Coritiba, que com o empate com o Flu, volta para a série B, pra tristeza deste Blogueiro.
Confirmando a escrita de que deste 2002 um campeão Brasileiro sempre sempre cai pra Série B.
E por falar em série B:
O Santo André retorna de onde veio; e os dois clubes Pernambucanos, que deixam o Estado de luto.
Sport (outro campeão nacional que cai) e Náutico, terão de reestruturar suas administrações se quiserem volta à elite do futebol.
Quando o programa dominical "Fantástico" veiculou uma matéria sobre o ensino fundamental de 9 anos, dizendo que 15 capitais brasileiras já o havia adotado, e sobre os benefícios que traria, Ipuã já contava com este ensino há pelo menos 4 meses.
Fomos um dos pioneiros a adotá-lo e por isso, nos tornamos referência.
Eu era Diretor do Depto. de Educação e após uma reunião extensa com o Prefeito, decidimos que o melhor seria realizar de imediato, uma medida que seria inevitável.
Um "problema" que tal medida nos causou, foi a adequação da nossa rede física.
Para comportar os alunos que agora passavam, 1 ano mais cedo, da Educação Infantil, para o Ensino Fundamental, tivemos de contruir salas de aula na Escola Vereador Alberto Conrado.
Foram feitas 5 salas e novos banheiros para comportar a chegada deste novo contingente de alunos.
E aí que foi com grande satisfação, que recebi a notícia do Prefeito que esta ala da escola seria denominada "Ala Joaquim Amado dos Santos".
Uma justa homenagem à pessoa que simpleste doou o terreno onde hoje encontra-se construída a referida escola.
Além de ter doado outras áreas onde hoje são construídas outras importantes obras do município.
No meu discurso de inauguração, fiz questão de ressaltar a importância do gesto do Sr Joaquim para o futuro de nossa cidade.
Uma curiosidade: foi a primeira vez que tive medo de discursar em uma inauguração, e o motivo era simples: a vaia que o Presidente Lula tomara no dia anterior na abertura do Pan do Rio.
Aquilo me traumatizou.
Mas discursei e modéstia a parte, muito bem, naquele dia, sem maiores incidentes.
Festas de despedida, churrascos, formaturas, amigos secreto,...
Assim é o fim do ano para nós, professores.
Depois de um ano tumultuado, é chegado o momento de algum relax, em momentos de diversão e congraçamento (PS: sempre quis usar "congraçamento" em algum texto meu, tive a oportunidade e não a perdi).
Bom se o ano todo fosse assim! Talvez a releção professor / aluno fosse menos traumática, talvez houvesse progressos nessa interação no sentido de acabar com problemas de disciplina e por aí vai.
De Robin Willians para David Letterman sobre a derrota de Chicago como sede Olímpica para o Rio de Janeiro em 2016:
- "Chicago enviou a Oprah e a Michelle Obama, o Rio enviou 50 streepers e meio quilo de pó (para Copenhage). Foi desleal"
Em que pese todo o respeito e admiração que tenho pelo ator Robin Willians, foi no mínimo infeliz.
Claro que nossa iamgem lá fora é um tanto quanto deturpada e muitas vezes alvo de piadas de mal gosto como esta.
Assim como deturpamos muitas vezes Portugueses, Turcos, Iranianos em piadas semelhantes, cada um com sua especificidade.
Mas de um ator, que corre o mundo divulgando filmes e, portanto, conhece a realidade de cada país, fazer humor assim no principal Talkie Show noturno dos EUA, é de uma deselegância sem tamanho.
Imagino se um ator brasileiro fizesse piada com o 11 de setembro.
Incidente diplomático com certeza.
Prefiro ver como um ato humor infeliz, a imaginar que Robin Willians, de fato acha que nosso país tenha como produto de exportação, drogas e prostitutas.
Não que aqui não tenha, mas daí creditar o sucesso da campanha do RJ a isto, é um absmo muito grande.
Teria ficado mais engraçado se dissesse que nossos políticos de Brasília levaram dinheiro escondido em meias e cuecas para comprar votos do Comitê Olímpico.
Hoje vou mudar o foco e falar um pouco da minha experiência no Departamento de Educação.
Que também não deixa de ser um palanque da vida.
Uma das preocupações do Prefeito Itamar era com a qualidade da merenda e pediu que eu tomasse providências para que Ipuã tivesse merenda de qualidade.
Uma das primeiras iniciativas nossa nesse sentido, foi a contratação de uma Nutricionista para nos auxiliar na qualidade, de modo que fosse servida nas escolas, merenda com padrão de nossas próprias casa, e na quantidade, para que não houvesse falta nem desperdício.
A contratação de nutricionista enfrentava uma dura barreira: a resistência de diretores e professores. Isso porque, segundo muitos destes, experiências anteriores de auxílio nutricional não haviam sido como esperavam.
Mas felizmente a nutricionista contratada tinha diplomacia suficiente para mostrar que a proposta agora era outra e que seus serviços visavam dar qualidade e economia.
Nossa primeira mudança: acabar com o cardápio fixo.
Lembro que quando eu dava aula no município, alguns alunos usavam a merenda como calendário: a prova é no dia da macarronada? Não, é no dia da carne moída com batata!
E a coisa era bem assim mesmo, toda segunda feira tinha o mesmo cardápio, assim como toda terça tinha o seu e assim por diante.
Foi elaborado então um cardápio mensal rotativo, de modo que com os mesmos ingredientes adquiridos para a merenda escolar, outras opções de cardápio fossem servidas.
Um cardápio com 20 opções de pratos que não se repetiam ao longo do mês, salvo um ou outro contratempo.
E que cardápio!
Além disso, a nutricionista realizou curso para as merendeiras, instituiu o uso obrigatório de uniforme, inclusive tocas, e proibiu a entrada de pessoas nas cozinhas que não fossem as merendeiras.
Adotou um sistema de controle de estoque para evitar que produtos vencessem na prateleira, acompanhou a merenda de perto para que a qualidade fosse mantida e realizou uma triagem para saber a quantidade média que cada escola consumia, evitando assim o desperdício.
Continuamos a enfrentar resistência por parte de muitas pessoas que não aceitavam esses novos métodos, mas todo boicote era duramente reprimido por mim pessoalmente.
Conseguimos dessa maneira, imprimir na cidade um padrão de qualidade na merenda escolar, que garanto a vocês: era um dos melhores, senão o melhor, da região.
Posso afirmar que, enquanto estive à frente do Departamento de Educação, a qualidade da merenda era a mesma que da minha própria casa. Aliás, fui visita frequente nos refeitórios das escolas. Raras foram as semanas em que não almocei (sempre de surpresa) em alguma Unidade Escolar.
E olha que quem me conhece sabe o quanto eu sou enjoado com comida!
Com isso eu acompanhava de perto se o padrão de qualidade estava sendo mantido. Em todos os sentidos.
Este blog planeja, na esteira do jogo “Colheita Feliz” do Orkut, criar um game para entreter os 7 internautas que aqui visitam esta página.
Trata-se de um jogo que chamar-se-á “Colheita Triste”.
No “Colheita Triste”, os participantes serão convidados a tentar manter sua lavoura sem arrendar suas terras para plantio de cana ou mesmo vendê-las para alguma usina plantar cana de açúcar.
O objetivo aqui será evitar o latifúndio monopolista da indústria sucroalcoleira, para isso, deve resistir bravamente a falta de uma política agrícola séria de controle de preços, financiamentos e incentivo técnico aos pequenos produtores de grãos. Apesar do país onde a “Colheita Triste” está localizada, ser um dos maiores países produtores agrícolas do mundo, ainda assim a política agrícola não é tratada com o devido respeito e é elaborada de modo a atender apenas as necessidades das grandes corporações.
E por falar em grandes corporações...
Em outra fase do game, o jogador deverá lutar contra o perigo dos OGM (Organismos Geneticamente Modificados), introduzidos por uma multinacional do ramo de sementes e herbicidas. Essa luta será desigual, uma vez que a polinização de lavouras sadias por polens de OGM é inevitável e o nascimento resultante será umhíbrido, que não será aceito pela empresa que compra os grãos (por estarem contaminados) e após serem declarados OGM, deverá pagar à multinacional, roayalties por produzir planta cuja patente está nas mãos da empresa.
Endividado e sem ter como vender seu produto, o fazendeiro triste vai renegociar sua dívida com o BBF (Banco Bem Feliz) e descobrirá que não existe renegociação.
Ele perde sua fazenda para o Banco, pois a securitização das dívidas rurais, é feita de maneira que somente os grandes proprietários rurais beneficiem-se dela, para os pequenos, que não podem ficar esperando tal benefício, é aplicada a lei da selva.
Nessa fase do jogo, o objetivo é driblar os banqueiros que insistem em tomar terras, aliás, o BBF é quem mais expropria terra no país da “Colheita Triste”.
Mas se finalmente o jogador conseguir superar os percalços e manter sua lavoura, ele poderá plantar laranja.
O problema nesse caso, será superar as barreiras protecionistas dos EUA, que impedem a entrada do suco de laranja estrangeiro; bem como, superar a ação criminosa da facção MSCT (Movimento dos Sem Colheita Triste), que devasta plantações de laranja e não sofrem nenhuma ação criminal por isso, por ter conchavo com o Presidente do País da Colheita Triste que os protege com unhas e dentes.
Como se vê, será um jogo muito mais interessante que comprar galinhas, plantar tomates, criar vacas e obter moedas verdes.